martes, 2 de julio de 2013

Comunicado del Instituto Hispano Luso

La traicionera dimisión del Ministro de Estado Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal y líder del CDS-PP, Paulo Portas, pone en evidencia que: --no todos los políticos están a la altura que requieren los actuales tiempos--. Ha dejado de ser Ministro, quien ha demostrado que no tenía capacidad, ni fuerza moral, ni política para ocupar tal responsabilidad.
.
Desde el Instituto Hispano Luso, apoyamos la decisión del Primer Ministro, Pedro Passos Coelho, de mantenerse al frente del Gobierno de Portugal, no aceptar la dimisión Ministro de Estado Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal y someterse –en su caso-- a una “Moción de Confianza”.
.
Poner los intereses de Portugal en un innecesario riesgo, dadas las graves circunstancias socioeconómicas que está superando el país, es una de las mayores deslealtades con los portugueses, en general, y con la República de Portugal, en particular. De ahí que valoremos positivamente la –no aceptación por parte del Primer Ministro, de la dimisión del Ministro de Estado Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal y participe en la Cumbre de Dublin, para seguir defendiendo los intereses de Portugal.
.
El político Paulo Portas, desconoce –entre otras muchas cosas— lo que dijo Albert Schweitzer: --“En última instancia, el liderazgo es la fortaleza de las propias convicciones, la capacidad de soportar los golpes, y de la energía para promover una idea”—Virtudes de las que, con su injustificable dimisión, ha demostrado carecer Paulo Portas.
.
Por nuestra parte, ofrecemos nuestra más leal colaboración al Gobierno de Portugal y a su Primer Ministro, manteniendo nuestro apoyo para desarrollar todos aquellos Proyectos conjuntos que beneficien los intereses de los ciudadanos portugueses y españoles.
.
Instituto Hispano Luso

02/Julio/2013

domingo, 30 de junio de 2013

A necesidad de energia barata para o transporte em Portugal

*Por Ángel Rico
.
René Descartes disse: --Há duas coisas que nos permitem avançar: ir mais depressa que os outros ou ir por um bom caminho--. Nesta encruzilhada se encontra hoje Portugal, quando uma parte importante da sua soberania económica e política, se encontra embargada por uma Troika sem alma, e sem princípios estratégicos. Sendo conscientes de que as principais potencialidades de Portugal são: --“Turismo”, “Agricultura” e “Energia”--.
.
O turismo, pode ser convertido, a médio prazo, na principal indústria geradora de emprego e de captação de divisas; o conjunto de –praias, História, natureza, gastronomia e cordialidade— conferem a Portugal uma potencial captação de simpatia e de descanso de uma grande parte dos  europeus cultos.
.
O potencial agropecuário também é importante, quando se dispõe de uma terra com um clima excelente que permite cultivar os produtos que exigem os consumidores do centro e norte da Europa, com uma qualidade excelente. O problema surge com os enormes custos para transportar esses produtos desde o sudoeste ao centro e noroeste da Europa mediante camiões movidos por um gasóleoo caro e poluente, que os profissionais do transporte rodoviário de mercadorias, têm que pagar 8% mais caro do que em Espanha.
.
A maior distância de potenciais mercados, e o aumento do custo da energia para o transporte, alimentação e bens descarregados nos modernos portos portugueses, como Sines, levam a repensar a atual realidade do transporte  rodoviário de mercadorias luso. É impossível competir, estando mais afastado dos mercados e com uma energia mais cara. Também não é aceitável condenar o potencial agrícola português e os milhares de profissionais do transporte rodoviário de mercadorias, ao encerramento das suas importantes atividades.
.
O futuro de Portugal é otimista. À diferença de Espanha, o seu Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, é consciente de que, tal como escreveu, Khalil Gibran: --Não progrides melhorando o que já está feito, mas sim esforçando-te por conseguir aquilo que falta ainda fazer--  E o que é que falta ainda fazer em matéria energética em Portugal? Resposta: --Colocar à disposição do transporte nacional, energia barata e renovável--.
.
Essa energia existe? –Sim. Utilizando a “Lei 62/2012, que cria a bolsa nacional de terras para a utilização agrícola, florestal ou pastoril, designada por – Bolsa de terras” para que os milhares de hectares de sequeiro e pousio existentes num conjunto formado pelos distritos de: --Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu e Santarém—possam dedicar-se, mediante uma adequada rotação de cultivos, à  produção agro energética (brassica napus) para obter, por uma parte, biodiesel, e por outra, proteína para alimentar o setor pecuário, e finalmente, captar CO2, que diminua o excesso existente, o que significará a penalização de Portugal, de 7,1 euros por tonelada de CO2 excedida.
.
Cerca de 4%, da extensão de Portugal, permitirá: -- 3.000 postos de trabalho diretos; em que institutos como o Politécnico de Portalegre, (onde tive a oportunidade de conhecer a Pedro Passos Coelho, e debater num interessante almoço de trabalho, as potencialidades de Espanha e Portugal) terão um interessante futuro em I+D+i; colocar à disposição do transporte português meio milhão de toneladas ano de biodiesel a um preço final, incluídos impostos, inferior a um euro por litro; e que a pecuária disponha de 750 mil toneladas ano de proteína barata, que permita tornar mais competitivos os produtos pecuários portugueses; y aumentar notavelmente a atividade económica e o PIB--.
.
Existem estruturas necessárias para tornar este projeto possível? -- Ralph Waldo Emerson, disse: --“As nações mais progressistas são aquelas que mais longe navegam e as que têm mais marinheiros”— A História do mundo recorda-nos os feitos heróicos dos marinheiros portugueses, de forma altruísta ou na companhia de outros. E a totalidade dos interesses portugueses e das entidades espanholas implicadas em projetos similares, torna este projeto possível. Porque existem pessoas e coletivos, em Espanha e Portugal, dispostos a responsabilizar-se por todos os processos necessários, para que este inovador Projeto seja possível.
.
Quem se poderá opor a um Projeto com estas características? –Depois da leitura da entrevista de Nuno Moreira, Country Manager da Galp Energia em Espanha, na publicação “Energia do Economista”, podemos intuir que, a petroleira portuguesa que beneficia de 14% da quota de mercado ibérico de combustíveis, ao dispor de duas das dez refinarias existentes na Península Ibérica, poder-se-à opor a este Projeto, uma vez que deixará de comercializar 500 mil toneladas ano, o que significam muitas toneladas.
.
Por outro lado, também estarão contra, aquelas marcas de camiões que, ao contrário do que fizeram a Mercedes-Benz, Iveco e Scania, certificando que os seus camiões podem circular, em igualdade de circunstâncias, com biodiesel “B100- EN14214” e/ou gasóleo tradicional. Porque, se as restantes marcas de camiões não se adaptam à realidade tecnológica possível, os profissionais do transporte de mercadorias rodoviárias que queiram manter a sua atividade, irão acabar por adquirir camiões que permitam uma atividade profissional, a um custo inferior e com uma menor contaminação.
.
Em Portugal o interesse geral, prevalecerá sobre os interesses dos clãs, porque “para progredir não basta atuar, há que saber em que sentido atuar” e hoje é necessário atuar a favor dos profissionais do transporte e do potencial agropecuário. À diferença dos vizinhos, os políticos portugueses planificam a conquista do futuro, e não se mantêm na Idade Média.
.
…He dicho!
.
*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

La necesidad de energía barata en el transporte de Portugal

*Por Ángel Rico
.
René Descartes dijo: --Dos cosas contribuyen a avanzar: ir más deprisa que los otros o ir por el buen camino--. En esa encrucijada se encuentra hoy Portugal, cuando una parte importante de su soberanía económica y política se encuentra embargada por una Troika sin alma y con principios estratégicos equivocados. Siendo conscientes de que las principales potencialidades de Portugal son: --“Turismo”, “Agricultura” y “Energía”--.
.
El turismo, puede convertirse, a medio plazo,  en la principal industria generadora de empleo y de captación de divisas; la conjugación de –playas, Historia, naturaleza, gastronomía y cordialidad— le confieren un gran potencial captador de la simpatía y del descanso de los europeos cultos.
.
El potencial agropecuario también es importante, por disponer de una tierra y una excelente climatología que permite cultivar los productos que exigen los consumidores del centro y norte de Europa, con una calidad excelente. El problema surge con los enormes costes para transportar esos productos desde el suroeste, al centro y noroeste de Europa, mediante camiones movidos por un carísimo y contaminante gasóleo, que los profesionales del transporte de mercancías por carretera, tienen que pagar  un 8 por ciento más caro que en España.
.
La mayor distancia de los mercados potenciales, y el mayor coste de la energía para transportar, los alimentos y las mercancías desembarcadas en los modernos puertos, como el de Sines, en Portugal, obligan a replantearse la realidad actual del transporte Luso de mercancías por carretera. No es posible competir, estando más lejos de los mercados y con una energía más cara. Y tampoco es aceptable condenar al potencial agropecuario y a los miles de profesionales del transporte de mercancías por carretera, al cierre de sus importantes actividades.
.
El futuro de Portugal, es optimista. A diferencia de España, su Primer Ministro, Pedro Passos Coelho, es consciente, como escribió, Khalil Gibran, que: --No progresas mejorando lo que ya está hecho, sino esforzándote por lograr lo que aún queda por hacer--  Y ¿Qué queda por hacer en materia energética en Portugal? Respuesta: --Poner a disposición del transporte energía nacional, barata y renovable--.
.
¿Esa energía existe? –Sí. Utilizando la “Lei 62/2012, que crea la bolsa nacional de terras para la utilización agrícola, forestal o pastoril, designada – Bolsa de terras- ” para que las miles de hectáreas de secano existentes en el conjunto formado por los distritos de: --Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Santarém—puedan dedicarse, mediante una adecuada rotación de cultivos, a la producción agroenergética (brassica napus) para obtener, por una parte, biodiésel, por otra, proteína para alimentar a la ganadería portuguesa, y finalmente, captar CO2, que disminuya el exceso existente, que supondrá la penalización a Portugal, de 7,1 euros por tonelada de CO2 excedida.
.
El 4 por ciento, de la extensión  de Portugal, permitirá: -- 3000 puestos de trabajo directos; que institutos como el Politécnico de Portalegre, (donde tuve la oportunidad de conocer a Pedro Passos Coelho, y debatir en un interesante almuerzo, sobre las potencialidades de España y Portugal)  tendrán un interesante futuro en el I+D+i; poner a disposición del transporte portugués medio millón de toneladas al año de biodiésel a un precio final, incluidos impuestos, inferior al euro por litro; y que la ganadería disponga 750 mil toneladas al año de proteína barata, que permita hacer más competitivos los productos ganaderos de Portugal; y aumentar notablemente la actividad económica y el  PIB interno--.
.
¿Existen las estructuras necesarias para hacerlo posible? :--Ralph Waldo Emerson, dijo: --“Las naciones más progresistas son siempre las que navegan más y tienen más marinos”— La Historia del mundo nos recuerda grandes gestas de los marinos portugueses, de forma individual o en compañía de otros. Y la suma de los intereses portugueses y de entidades españolas implicadas en proyectos similares, lo hacen posible. Porque existen personas y colectivos, en España y Portugal, dispuestos a responsabilizarse de todos los procesos necesarios, para que este innovador Proyecto sea posible.
.
¿Quiénes se opondrán a un Proyecto de estas características? –De la lectura de la entrevista a Nuno Moreira, Country Manager de Galp Energía en España, en la publicación Energía del Economista, se puede intuir que, la petrolera portuguesa que se beneficia del 14 por ciento de la cuota del mercado ibérico de combustibles, al disponer de dos de las diez refinerías existentes en la Península Ibérica, se opondrá al Proyecto, porque dejará de comercializar 500 mil toneladas al año, que son muchas toneladas.
.
Por otra parte, también serán reacias las marcas de camiones que, en contra de lo que han hecho, Mercedes-Benz, Iveco y Scania, certificando que sus camiones sí pueden circular –en igualdad de garantías—con biodiésel “B100- EN14214” y/o diésel tradicional. Porque, si el resto de marcas de camiones no se adaptan a la realidad tecnológica posible, los profesionales del transporte de mercancías que quieran mantener su actividad, acabarán adquiriendo camiones que permitan una actividad profesional, a menor coste y con menor contaminación.
.
En Portugal el interés general, prevalecerá sobre los intereses de los clanes, porque “Para progresar no basta actuar, hay que saber en que sentido actuar” y hoy requiere que se actúe a favor de los profesionales del transporte y del potencial agropecuario, a diferencia de los vecinos, los políticos portugueses planifican la conquista del futuro, no el mantenimiento del Medievo.
.
…He dicho!
.

*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

viernes, 28 de junio de 2013

Tierras de barbecho es un lujo que España no se puede permitir

*Por Ángel Rico
.
Tengo que confesarle a usted, respetado lector, que el titular de este “Off the Record” no es mío, me lo sugirió, la responsable portuguesa del –Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território—, Assunção Cristas, cuando en una conferencia dijo «Ter terra abandonada é un luxo a que o País não se pode prestar» (sic). Lo que indica que, el sentido común y la capacidad gestora de los gobernantes no lo infunde  la dimensión del país, sino la capacidad política y la ambición de sus responsables.
.
Mientras en España estamos sufriendo los resultados de la indolencia, de la Consejería de Agricultura de Castilla-La Mancha, en esta cuestión, al permitir que el 23 por ciento del total cultivable regional, --un millón de hectáreas-- se mantenga cada año de improductivo, pero subvencionado, barbecho; vemos como la responsable de la Agricultura y el Medio Ambiente de Portugal, confiesa que: --“Ese es un lujo que Portugal no se puede permitir”— constituyendo al respecto la –Bolsa Nacional de Terras— un banco, voluntario, que aglutina las tierras potencialmente cultivables y que, por diferentes circunstancias,  los propietarios no pueden encargarse de su cultivo. Es tal la mentalización de que –el barbecho es un lujo que el país vecino no se puede permitir—  que, en Portugal, han aprobado una ley al respecto (lei 62/2012).
.
Paradójicamente, en Castilla-La Mancha se responde al Proyecto: “Empleo, Agricultura, Biodiésel y Transporte” que propone alternativas agronómicas, de empleo y de creación de riqueza, al improductivo, pero subvencionado, barbecho, con el silencio. Con el más insultante de los silencios. Silencio, que crea –desempleo, pobreza, y paralización de la economía--. La diferencia entre Castilla-La Mancha y Portugal, es que: --aquí tenemos una tasa de desempleo del 31 por ciento y en Portugal del 17,8 por ciento-- ¡Ojala aquí tuviésemos una tasa similar de desempleo! Pero claro, con actuaciones tan petulantes como las de la Consejería de Agricultura de Castilla-La Mancha, ¿usted, respetado lector, entiende por qué no se pueden cumplir aquellas tres promesas de Cospedal –primera “empleo”, segunda “empleo” y tercera “empleo”--?  Yo, también.
.
Por ello,  como España, en general y Castilla-La Mancha, en particular,  no pueden permitirse el lujo de mantener terrenos agrícolas sin cultivar, es de esperar que la Vicepresidenta de la Comisión Delegada del Gobierno para Asuntos Económicos, Soraya Sáenz de Santamaría, se responsabilice directamente de que tanto improductivo engreimiento institucional, se modifique, por actitudes más ambiciosas, más productivas y menos arrogantes. Así se creará empleo, se fomentará la economía en zonas rurales deprimidas, se absorberán 8,3 millones de toneladas de CO2, se abaratará la energía utilizada por el transporte, la ganadería dispondrá de proteína barata y, por tanto, se controlará el IPC.
.
Que la Presidenta Cospedal, sea una experta jurista, Abogada del Estado, pero, --como está quedando demostrado--,  lega del potencial agropecuario regional, no la exime de su Culpa in vigilando, en la política agraria que está aplicando su gobierno. La ciudadanía le exigirá responsabilidades políticas, como si fuese perita, por ejemplo, en las enfermedades del repilo del olivo o del oídio en el viñedo.
.
Es cierto que “las comparaciones son odiosas”, pero es imposible reprimir la tentación de hacer comparaciones, además de la de desempleo. Según el FMI; déficit público en 2012,  --España el 5,39 por ciento; Portugal, 4,09 por ciento--. Con esos datos --Portugal considera que dejar terrenos sin cultivar es un lujo que el país no se puede permitir--, y en España, con datos claramente peores, se permiten la arrogancia de dejar 3,5 millones (un millón en Castilla-La Mancha)  de hectáreas de improductivo, pero subvencionado, barbecho y, además, marginar aquellos proyectos que buscan pasar de las tradiciones del Medievo, a las potencialidades del Siglo XXI.
.
Hay demasiadas actitudes políticas y administrativas que deben ser corregidas, porque la apatía de los gestores mediocres, no eximen de responsabilidades a quienes les nombraron y que, a pesar de los negativos resultados, les siguen manteniendo en el tan exiguo negociado.
.
Cuando los asesores del gobierno regional de Castilla-La Mancha, siguiendo el conducto reglamentario, informen a sus superiores de lo que aquí se ha dicho, y realicen las habituales críticas y censuras sobre un servidor y mis opiniones, se irán a la cama con su engreimiento político, también, con el 31 por ciento de desempleo y, con su parte de responsabilidad,  en el brete  de que España tenga que pagar 1370 millones de euros, por excederse en los objetivos nacionales de CO2, por enrocarse en actitudes políticas radicalmente distintas a la responsable de Agricultura y Medio Ambiente de Portugal.
.
La conclusión de nuestra realidad socioeconómica es: -- Las tierras de barbecho es un lujo que España no se puede permitir—Los datos de desempleo y de paralización de la actividad económica en zonas rurales lo demuestran.
.
…He dicho!
.
*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

lunes, 24 de junio de 2013

Conocer la enfermedad por los síntomas

*Por Ángel Rico
.
Uno de los elementos fundamentales para curar cualquier enfermedad es que los médicos conozcan a la perfección los síntomas del enfermo, de ahí que sea preciso que --el paciente describa, lo más detalladamente posible, los síntomas de su enfermedad--. De la perfecta interpretación de la suma de los síntomas, se llegará a determinar la enfermedad  de que se trata, y por tanto, el tratamiento y los medicamentos adecuados para la cura.
.
Si el enfermo adultera la relación de los síntomas, difícilmente se podrá prescribir el tratamiento adecuado. Lo que ocurre con sectores de la economía nacional como “el transporte” y “la agricultura”. Sectores que van mal, pero que gracias a placebos temporales como “gimoteos recurrentes” y “subvenciones inmerecidas” se sigue caminando hasta el siguiente “gimoteo” y la siguiente cumplimentación del impreso de subvención de la PAC; y así, una y otra vez, con la diferencia que --el sector agrario recibe anualmente (según Rajoy) 7800 millones de euros en ayudas, que antes salieron de nuestros impuestos; y el sector del transporte, que pierde anualmente un 10 por ciento de sus efectivos, y una parte de los ingresos que merece su trabajo--.
.
Los implicados, --camioneros y agricultores— se empeñan en falsear los síntomas  que aquejan la realidad de sus respectivos sectores. Los primeros, los transportistas, se niegan a admitir que: --el principal de sus males es el individualismo--, la solución a sus problemas está repartida en los miles de profesionales que forman el conjunto del sector; cada uno defiende como válida su parte de solución, pero nunca se sumará a la parte de solución que tienen el resto de sus colegas. Y así, razón individual a razón individual,  el problema del transporte se gangrena. Y los segundos, los agricultores, han asumido que con 7800 millones de euros al año, viven mejor que sin esa cantidad. Dedicando todo su tiempo y esfuerzo, a reivindicar más ayudas para conservar su agricultura, amenazando a la cobarde sociedad con que, en caso contrario, desabastecerán los mercados de alimentos.
.
El gobierno de turno, es cómplice en esa farsa, con la equivocada actitud de mimar a un sector, y marginar al otro. Como si dedicando atención a la rueda delantera de una bicicleta y relegar al olvido la trasera, no se corriese el riesgo de que por un pinchazo trasero, no sea posible que el biciclo se mueva y la actividad desarrollada, gracias al conjunto, se detenga.
.
Considerar como un “éxito” --una reunión de varias decenas de asistentes, de un sector compuesto por cien mil profesionales--, es un ejemplo de “falseamiento de los síntomas”. Aunque en esa hipotética reunión, participasen San Pedro o San Judas, sería imposible llegar a una solución positiva, porque el resto de profesionales seguirían haciendo kilómetros, con su parte de verdad, y con su parte de gangrena.  Por eso, es urgente, introducir la objetividad en los hechos, en los razonamientos y en la situación, para que sea posible dar con la solución. ¡Con la única solución! No con noventa y ocho mil trescientas doce soluciones distintas y, en algunos casos, antagónicas. Está abierto el plazo para que los profesionales del transporte presenten sus candidaturas al Comité Nacional de Transportes, aquellos que no participen ahora, no tendrán voz el resto del tiempo. Hechos son amores y no buenas razones, dice el refranero español.
.
El sector agrario nacional,  también necesita de un análisis a fondo y con objetividad de su realidad y sus vicios. Y alguien, en el gobierno, debería responsabilizarse para informar a los agricultores que --los 7800 millones de euros al año, llegará el día en que Europa no los financiará más--. Y si las estructuras agrarias no se han preparado para ello, el shock será sombrío, cuando reviente la burbuja de las ayudas. Por ello, es recomendable dedicar tiempo a la conquista del futuro, en lugar de a la conservación de las tradiciones del pasado.
.
La sociedad lanar mira siempre para otro lado, mientras el gobierno dirige el juego del trile, con los sectores “agrario” y del “transporte” con el resultado de que --España tendrá que pagar una sanción de 1370 millones de euros, por no haber sumado inteligentemente las sinergias del agro y del transporte, y no haber cumplido los compromisos relacionados con el Tratado de Kioto y mantener un exceso de 193 millones de toneladas de CO2, respecto a los objetivos nacionales--. Pero ¡… qué más da! Al fin y al cabo ¿qué son 1370 millones de euros? mientras haya momentos para improductivos “gimoteos” e impresos para solicitar más “ayudas” de la PAC., y mantener de barbecho, el 18 por ciento del total cultivable.
.
La sociedad no puede permanecer impasible ante unos desajustes estructurales, cuyos negativos resultados, acaban siendo pagados con nuestros impuestos. La sociedad no debería admitir como normales, el falseamiento de los síntomas de sectores tan importantes como la agricultura y el transporte, porque –además de no obtener el máximo de resultados posibles, tenemos que pagar las consecuencias de la mala planificación del sistema, debido al falseamiento de los síntomas--. Porque la ignorancia de la sociedad, cuesta dinero; el individualismo de los transportistas, les cuesta dinero a ellos mismos; el egoísmo de los agricultores, cuesta dinero a la sociedad; y la actitud de los políticos, cuesta dinero. Las cantidades sumadas, en este trile oficial, suponen la nada despreciable cifra de 9170 millones de euros, que como los pagamos nosotros, --los contribuyentes-- algo tendremos que opinar al respecto, porque hay un síntoma  que hoy no se puede ya ocultar: --¡el inmenso olor a podredumbre!--.
.
…He dicho!
.

*Es Presidente del GEA & GEA

sábado, 22 de junio de 2013

¿…hasta la muerte?

*Por Ángel Rico
.
Le contaré a usted, respetado lector, que he dedicado unos minutos de mi tiempo para leer, y volver a releer, el discurso del Presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, en la Conferencia Agraria de ASAJA. En las palabras del discurso, escritas con una sucesión de innecesarios firuletes, se pone en evidencia el desconocimiento de, al menos, dos realidades en la economía nacional, la del sector “agrario” y la del “transporte”, lo que no dice mucho de quien pretende liderar políticamente la Hispania actual.
.
Siendo verdad que hay zonas donde el sector agrario está a la vanguardia de Europa, también es verdad que, en otras zonas de España, la agricultura está aferrada al Medievo, y solo las subvenciones europeas, dinero que previamente ha salido del bolsillo de los contribuyentes --según las palabras de Rajoy, 7.833 millones de euros al año—permiten viabilizar la actividad de esos agricultores. Y, me remito a la prueba de que, cada año, en España se mantienen 3,5 millones de hectáreas (el 19 por ciento, de todo el potencial nacional cultivable) como improductivo, pero subvencionado, barbecho. Hay que reconocer que muchos agricultores dedican más tiempo al año, a cumplimentar los impresos de ayudas, que en experimentar con nuevas variedades en sus campos. Mientras esa realidad no se admita se estará impidiendo el I+D+i, creador de empleo, en el agro.
.
Un servidor, que ayudé a crear ASAJA en 1989; una entidad de la que nos divorciamos dos años después, --porque lo que no puede ser, no puede ser y, además, es imposible—y que, colaboré desde mi actividad en Bruselas a que el sector “agrario” español se esté beneficiando año, tras año, tras año, desde 1986, de 7.500 millones de euros en ayudas, tengo la fuerza moral para decir que: --eso, hoy, es injusto--. Porque quienes hacen posible que los ciudadanos, europeos en general, y españoles en particular, tengan alimentos frescos, de calidad y a precios razonables, cada mañana en la tienda de la esquina, no son los agricultores que producen las patatas o la carne, sino el transporte que, pase lo que pase, lo permiten.
.
Llegados a este punto surge la pregunta: --¿Por qué, entonces, tanta ayuda oficial para los agricultores y ninguna para los transportistas?—Y en la personalidad de, la mayoría, de los profesionales del transporte está la respuesta, me explicare: --Hay, entre otros muchos, un grupo en faceebok que se denomina “Camioneros hasta la muerte” y, con el máximo respeto, considero que esa denominación muestra la realidad del problema. Hay muchos camioneros para quienes lo principal es su camión (el chato, el viejito, el largo, el azulón, etc., nombres con los que, algunos camioneros, denominan a sus máquinas de trabajo) no el resultado que se obtiene como consecuencia del trabajo con ese camión. Cuando se confiesa que “se será camionero hasta la muerte” se está declarando que –pase lo que pase—cada día el camión se pondrá en funcionamiento; y si para ello, es necesario cortarse las venas para aportar sangre como combustible al camión, se cortan las venas y a quemar kilómetros. Yo, creo que ahí está el error de este importante sector, porque los gobiernos lo saben, y no modifican las leyes que necesitan ser modificadas.
.
La ciudadanía está tan acostumbrada a utilizar cada día los instrumentos de la sociedad del bienestar, que son desconocedores de quienes permiten que ellos, y sus familias, puedan disfrutar de ese bienestar. Si se diese el milagro de que los transportistas decidiesen un día  “morir sin trabajar”, en lugar de “trabajar hasta la muerte”, no habría leche en las estanterías de los comercios, ni galletas, ni carne, ni fruta y entonces surgiría la pregunta: --¿por qué, no tenemos a nuestro alcance, lo que hemos tenido siempre?-- a partir de ese momento, la sociedad empezaría a respetar a un sector, que necesita en primer lugar, que los profesionales que lo componen –los camioneros-- se respeten a sí mismos. Y empiece a ser más importante para ellos, el resultado del trabajo con el camión, que el propio camión.
.
No recuerdo ninguna  ocasión a un presidente del Gobierno participando en alguna reunión de profesionales autónomos del transporte, como sí lo han hecho, en varias ocasiones, en las reuniones de los agricultores. Hasta que no se consiga que algún presidente del Gobierno, asista a una de estas reuniones y empiece su discurso con: --Amigas y amigos transportistas, en nombre de la sociedad os doy las gracias porque, cada mañana, nuestros hijos tengan leche, galletas y fruta a su disposición--, hasta que ese hecho histórico no se produzca, los transportistas y sus familias serán ignorados, primero por los gobiernos, y después por una sociedad lanar que, oculta tras la ignorancia general, aporta cada año 7.833 millones de euros, para que los agricultores dejen sin cultivar el 19 por ciento del terreno cultivable nacional, elevando el IPC e impidiendo, abaratar la energía a utilizar en el transporte, mediante el posible biodiésel nacional. Los transportistas, tienen derecho al mismo respeto y volumen de ayudas que la agricultura.
.
Los transportistas deben ser conscientes de su protagonismo en el 7,5 por ciento que, junto con la agricultura, aportan al Producto Interior Bruto nacional. Sin los camioneros, las manzanas se pudrirían en los campos, la leche reventarían las ubres de las vacas, el trigo se caerían en los campos, y no habría más espacio para congelar carne en las cámaras frigoríficas de los mataderos. Por eso, cuando Rajoy valoró la aportación al PIB de los agricultores, olvidando en su discurso a los transportistas, actuó como la madrastra de los cuentos, que como único argumento ofrece la manzana envenenada que la sociedad engulle estúpidamente.
.
Ser “camionero hasta la muerte” es, a mi juicio, lo primero que hay que modificar para que este sector, consiga el reconocimiento a su actividad, por parte de la sociedad, y por tanto, la rentabilidad que merece su trabajo. Mientras esto no se consiga, no servirá de nada la melancolía que les acompaña cada día en los cientos de kilómetros que, voluntariamente, hacen caminando con su camión  “…hasta la muerte”
.
…He dicho!
.

*Es Presidente del GEA & GEA

martes, 18 de junio de 2013

El uno (Montoro) por el otro (De Guindos) las facturas sin pagar

*Por Ángel Rico
.
Es un hecho repetido, en decenas de miles de autónomos, tener facturas sin cobrar emitidas con anterioridad al 1 de enero de 2012, a las comunidades autónomas, ayuntamientos y mancomunidades. Ante lo sangrante de esta realidad el Gobierno de España, aprobó el “Real Decreto-ley 4/2013, de 22 de febrero, de medidas de apoyo al emprendedor y de estímulo del crecimiento y de la creación de empleo” mediante la 2ª fase del “Plan Proveedores” con un presupuesto de 2.268 millones de euros.
.
La Agencia Tributaria, había previsto que el pago a los proveedores, en su mayoría autónomos y microempresas, se realizase en la primera quincena del mes de junio de 2013. Dicha fecha colgada en la página oficial de la Agencia Tributaria, se ha incumplido, con consecuencias negativas para los miles de afectados.
.
El Ministerio de Hacienda y Administraciones Públicas, se escuda en el Instituto de Crédito Oficial (ICO), dependiente del Ministerio de Economía y Competitividad, como la entidad responsable de no haber realizado, en la fecha prevista,  el pago a los autónomos, que se habían acogido a la 2ª fase del “Plan Proveedores”
.
Cuando se ha observado el retraso, y los autónomos han requerido información al departamento de Administraciones Locales de la Agencia Tributaria de sus provincias, les repiten que: --“el pago está sufriendo un retraso por parte del ICO, sin poder concretar la fecha en que los pagos se realizarán”-- recomendando a los autónomos afectados dirigirse personalmente al ICO. Cuando los autónomos llaman al ICO, les responden que: --“están a la espera de la autorización pertinente para realizar los pagos, por parte del Fondo de Financiación de Pago a Proveedores”— dependiente de los dos ministerios implicados, el Ministerio de “Hacienda y Administraciones Públicas” cuyo responsable es Cristobal Montoro, y el Ministerio de “Economía y Competitividad” que dirige  Luis De Guindos.
.
El resultado de tan anárquica y distante gestión está suponiendo un perjuicio añadido a los autónomos que tenían previsto realizar pagos, en la segunda quincena de junio de 2013, y que no podrán cumplir con los compromisos adquiridos por la mencionada actitud gubernamental.
.
Que dos ministros del Gobierno de España, se escuden en la gestión “del otro” para mantener a miles de autónomos sin cobrar unas facturas, que –ayuntamientos, mancomunidades y comunidades autónomas-- deberían haberse pagado en el año 2011, es una actitud insultante, que pone de manifiesto el distanciamiento entre la España oficial y la España real. Donde a los burócratas de todos los organismos implicados, funcionarios que tienen garantizado su salario todos sus meses, les importa muy poco las dificultades a las que se enfrentan cada día los autónomos para mantener abiertos sus negocios y el empleo derivado de los mismos.
.
Desde CONAE, denunciamos esta realidad, que no ayuda en nada en la confianza de los autónomos y pequeños empresarios, para mantener su actividad, urgiendo a los Ministerios de “Hacienda y Administraciones Públicas” y de “Economía y Competitividad” para que den las órdenes oportunas para que el pago a los proveedores que se acogieron a la 2ª fase de este Plan, se realice de forma inmediata.
.

*Es Consejero de la Confederación Nacional de Autónomos y Microempresas (CONAE)