domingo, 13 de agosto de 2017

A “teoria da primeira janela quebrada” em Portugal

* Por Ángel Rico
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Quero dizer-lhe caro leitor, que em Portugal verificou-se que “a inação política produz resultados negativos”; a mediocridade da Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, cuja negligente atuação nos numerosos incêndios em Portugal em geral, e de Pedrógão Grande, em particular, que surpreendeu os restantes colegas da União Europeia, continua a agir de forma negligente em relação à segurança interna. Quem nasceu negligente para uma coisa é negligente para tudo. Confúcio estava certo: “Não são as ervas daninhas que sufocam a boa semente, mas sim a negligência do lavrador”. Isto é o que está a acontecer no que respeita à segurança interna de Portugal, a saber:
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Desde a formação do governo de “frente popular” em Portugal, com socialistas, comunistas e “bloquistas” (o “Podemos” português) que se está a governar sem orientação, deixando que as ocorrências aconteçam, e no que diz respeito à segurança interna, elas estão acontecendo! A metamorfose da geração “ni-ni” – os que não estudam nem trabalham – converteu um número significativo de adolescentes em potenciais criminosos. Começam com pequenos delitos e pouco a pouco vão aumentando a gravidade da sua atuação, violando perentoriamente a lei. Isto é algo que os cidadãos conhecem, que os responsáveis ​​pela política municipal conhecem e que o coletivo policial também conhece. Só desconhece esta realidade o mais alto sector da política da “Segurança Interna”, onde os círculos concêntricos em torno da, já referida, mediocridade ministerial, estão contaminados por tão insuficiente e inadequada política que deveria “proporcionar segurança aos cidadãos”. “Onde não há (Constança Urbano de Sousa) não se pode tirar”. Já sabemos que Constança Urbano de Sousa não se demite. “Um comandante nunca abandona os seus homens” (sic)
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Em Portugal, em geral, e na área da “Grande Lisboa” em particular, é urgente ter em mente a “experiência da janela quebrada” (**).
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A teoria das janelas quebradas foi aplicada pela primeira vez em meados dos anos 80 no metro em Nova York, sendo considerada a parte mais perigosa da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: os grafites que deterioravam o local, a sujidade das estações, o estado de embriaguez de alguns transeuntes, as evasões de pagamento, pequenos furtos e desordem. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno, conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices de criminalidade na cidade de Nova York.
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O termo “tolerância zero” soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu principal conceito é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não é uma tolerância zero para a pessoa que comete o delito, mas sim tolerância zero ao delito em si. O objetivo é criar comunidades limpas, ordenadas, que respeitem a lei e os códigos básicos da convivência social humana, e isso é o que não existe nas áreas que circundam a “Bela Lisboa”.
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Os Municípios conhecem bem esta teoria. Quando aparece uma “pintura” numa parede, se não se limpa rapidamente, todas as paredes dos edifícios vizinhos ficam “grafitadas”. Daí a importância de manter a cidade sempre limpa, as ruas em ordem, os jardins em boas condições, e a vigilância constante para potenciais delitos. As forças policiais também têm conhecimento deste tipo de atuação e, por isso considera importante não só combater os grandes crimes, mas também as pequenas transgressões. Mas como podem as forças policiais agir sem ordens superiores? E como podem efetuar o seu trabalho se, por exemplo, na área de Sintra, a polícia mantém mais de 25 veículos fora de operação devido a avarias técnicas, falta de manutenção ou inspeção técnica? A “teoria das janelas quebradas” começa com a estratégia para corrigir problemas quando eles ainda são pequenos, ou seja, devemos reparar as “janelas quebradas” num curto espaço de tempo. Desta forma, será menos provável que os vândalos voltem de novo a quebrar ou a danificar o que foi reparado, e de certa maneira, os problemas não se intensificam, uma vez que os moradores se sentem seguros nos seus bairros.
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O princípio é claro; a partir do momento em que se começa a desobedecer às regras que mantêm a ordem numa comunidade, tanto a ordem como a comunidade começam a deteriorar-se, muitas vezes, a uma velocidade impressionante. A falta de civismo é contagiante, sendo o que está a acontecer nas áreas da “Grande Lisboa”, e o policiamento preventivo não pode ser realizado por falta de veículos e por falta de consciência política. Mas neste caso também prima pela sua ausência a convicção dos moradores para denunciar os furtos e as agressões sofridas, uma vez que não confiam que o “Sistema Constanciano” seja eficaz em algum momento. O que leva a concluir que ao não haver denúncia, não há crime, fazendo com que D. Constança viva extasiada numa segurança inexistente, sendo certo aquilo de “não há pior cego, do que aquele que não quer ver”.
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Será que o Ministério da Administração Interna vai atuar quando veja içada pelos delinquentes, em algum mastro significativo, a bandeira de Portugal virada de cabeça para baixo, dando a entender que eles, os delinquentes tomaram o poder num país sem ordem nem controlo?
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A implicação em matéria de segurança municipal deve ser um desafio comum. Os cidadãos devem ser incentivados a denunciar os crimes que ocorram nos seus bairros, para que a delinquência não seja impune. A polícia deve exigir mais recursos para realizar o seu trabalho, e os responsáveis municipais que se apresentem às eleições no próximo mês de outubro devem estar cientes de que os eleitores irão tratá-los com a mesma diligência ou inoperância com que têm sido tratados; Quid pro quo!
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O Instituto Hispano Luso, em dado momento, apresentou a proposta para que fosse concedido ao coletivo dos “Bombeiros Voluntários Portugueses” o prémio “Princesa de Astúrias para a Concórdia - 2018”. Agora, o Instituto Hispano Luso, levará a cabo uma campanha para que a PSP tenha a consideração e o respeito que merecem e que não recebem por parte do, manifestamente melhorável, Governo de Portugal.
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... Tenho dito!
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* Presidente do Instituto Hispano Luso
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** Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Philip Zimpardo, efetuou uma experiência em psicologia social. Ele deixou dois automóveis na via pública. Eram dois carros idênticos, da mesma marca, modelo e até da mesma cor. Um foi deixado no Bronx, naquela época era considerado um bairro pobre e conflituoso de Nova York. O outro em Palo Alto, uma zona rica e pacífica da Califórnia. Dois carros idênticos abandonados; dois bairros com populações muito diferentes, e uma equipa de especialistas em psicologia social estudando o comportamento das pessoas em cada local. O resultado foi que o carro abandonado no Bronx começou a ser destruído em poucas horas. Perdeu os pneus, as jantes, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Tudo que podia ser aproveitado foi levado e o que o que não têve aproveitamento foi destruído. Pelo contrário, o carro que tinha sido abandonado em Palo Alto permaneceu intacto. É comum atribuirmos à pobreza as causas dos delitos, tema em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras (da direita e esquerda). No entanto, a experiência em questão não termina aí.
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Quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito, o de Palo Alto havia uma semana que ali estava e continuava impecável. Os investigadores partiram então um vidro ao veículo de Palo Alto. O resultado foi o mesmo que tinha acontecido no Bronx; o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado daquele que estava no Bronx. Porque é que um vidro partido num carro abandonado num bairro supostamente seguro foi capaz de disparar todo um processo delitivo? Não foi seguramente a pobreza. Obviamente é algo que tem a ver com a psicologia humana e as relações sociais. Um vidro partido num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de indiferença que vai rompendo códigos de convivência, tais como a ausência de lei, de normas, de regras, em que vale tudo. Cada novo ataque que sofre o automóvel reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos agrava-se e torna-se incontrolável, levando a uma violência irracional. Em experiências posteriores, desenvolveu-se a “teoria das janelas quebradas”; tese que, desde um ponto de vista criminológico, conclui que o crime é maior em áreas onde a negligência, a sujidade, a desordem e o abuso são maiores.
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Se se rompe uma vidraça num edifício e ninguém a repara, em breve estarão partidas todas as outras. Se as comunidades da “Grande Lisboa” apresentam sinais de deterioração e isso parece não importar a ninguém, então aí será gerado o crime. Se “pequenas faltas” (estacionar em locais proibidos, exceder o limite de velocidade ou passar com o semáforo em vermelho) não são sancionadas, em seguida, transformar-se-ão em grandes faltas e, cada vez serão cometidos delitos com maior gravidade. Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por medo dos gangs), esses mesmos espaços serão cada vez mais ocupados por delinquentes. Porquê? Porque a janela quebrada envia uma mensagem: aqui não há ninguém que cuide disto, seja em Nova York, em Palo Alto, em Lisboa, em Madrid, em Sintra ou na Cidade Real.

En Portugal “la teoría de la primera ventana rota”

*Por Ángel Rico
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Le contaré a usted, respetado lector, que en Portugal se ha comprobado que “la inacción política produce resultados negativos”; la mediocridad de la Ministra de Administración Interna (del Interior), Constança Urbano de Sousa, cuya negligente actuación en los numerosos incendios en Portugal, en general y, el de Pedrogão, en particular, que ha sorprendido al resto de colegas de la Unión Europea, sigue actuando de forma negligente en lo relacionado con la seguridad interior. Quien nace negligente para lo uno, es negligente para todo. Tenía razón Confucio: --“No son las malas hierbas las que ahogan la buena semilla, sino la negligencia del campesino”—Eso está ocurriendo en lo referido a la seguridad interna de Portugal, a saber:
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Desde la formación del gobierno del “frente popular” en Portugal, con socialistas, comunistas y del “bloco” (el Podemos portugués) se ha gobernado hacia ninguna parte, dejando que los acontecimientos acontezcan y, en lo referente a la seguridad interior, ¡están aconteciendo! La metamorfosis de la generación “ni-ni” –ni estudian, ni trabajan— ha convertido a un importante número de adolescentes en delincuentes en potencia; que empiezan cometiendo pequeños delitos y, caso a caso, van aumentando la gravedad de sus quebrantamientos de la Ley. Algo que conoce la ciudadanía, conocen los responsables de la política municipal y conoce el colectivo de Policía. Solo permanece in albis, el máximo estamento de la política de “Seguridad Interior” donde los círculos concéntricos que rodean a la, referida, mediocridad ministerial están siendo contaminados por tan insuficiente y perjudicial política de “transmitir seguridad a la ciudadanía”. De donde no hay (Constança Urbano de Sousa) no se puede sacar. Ya conocemos que Constança Urbano de Sousa não se demite. "Um comandante nunca abandona os seus homens" (Sic)
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En Portugal, en general, y en la zona de la “Gran Lisboa” en particular, urge tener presente el experimento de “la ventana rota” (**).
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La teoría de las ventanas rotas fue aplicada por primera vez a mediados de la década de los 80 en el metro de Nueva York, el cual se había convertido en el punto más peligroso de la ciudad. Se comenzó por combatir las pequeñas transgresiones: graffitis que deterioraban el lugar, suciedad de las estaciones, ebriedad entre el público, evasiones del pago del pasaje, pequeños robos y desórdenes. Los resultados fueron evidentes. Comenzando por lo pequeño se logró hacer del metro un lugar seguro.  El resultado práctico fue un enorme abatimiento de todos los índices criminales de la ciudad de Nueva York.
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La expresión 'tolerancia cero' suena a una especie de solución autoritaria y represiva, pero su concepto principal es más bien la prevención y promoción de condiciones sociales de seguridad. No es tolerancia cero frente a la persona que comete el delito, sino tolerancia cero frente al delito mismo. Se trata de crear comunidades limpias, ordenadas, respetuosas de la Ley y de los códigos básicos de la convivencia social humana, como la que no existe ahora en la “Gran Lisboa”.
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Los ayuntamientos conocen bien esta teoría. Cuando aparece una pintada en una pared, si no se borra pronto, toda la pared  -y las de las casas próximas- aparece llena de pintadas. De ahí la importancia de mantener siempre la ciudad limpia, las calles en orden, los jardines en buen estado, y vigilancia permanente ante los potenciales delitos. También la policía lo sabe, y por eso considera importante atajar no sólo los grandes crímenes, sino también las pequeñas transgresiones. Pero ¿cómo van a poder actuar sin órdenes superiores?, y cuando en la zona de Sintra, la Policía mantiene más de 25 vehículos fuera de funcionamiento, por averías técnicas, falta de mantenimiento o de la inspección técnica de vehículos? La “Teoría de las ventanas rotas” parte de la estrategia de arreglar los problemas cuando aún son pequeños (reparar las “ventanas rotas” en un corto espacio de tiempo). De esta forma la tendencia es que será menos probable que los vándalos vuelvan a romper o dañar aquello que se ha reparado, por tanto los problemas no se intensifican y los residentes se sentirán seguros en sus barrios.
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El  principio es claro;  una vez que se empiezan a desobedecer las normas que mantienen el orden en una comunidad, tanto el orden como la comunidad empiezan a deteriorarse, a menudo a una velocidad sorprendente. Las conductas incivilizadas se contagian, como está ocurriendo en la zona de la “Gran Lisboa”. Y la vigilancia policial preventiva no se puede llevar a cabo, por falta de vehículos, útiles; por falta de concienciación política, y por falta de convencimiento de los vecinos, para denunciar las agresiones sufridas, al no tener confianza de que el “sistema Contançiano” sea efectivo en algún momento; lo que conlleva que –al no existir constancia de denuncias de delitos, la estadística permite que, doña Constança, viva extasiada en una seguridad inexistente; siendo cierto aquello de que: --No hay peor ciego que (doña Constança) quien no quiere ver--.
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Esperará, para actuar,  el Ministerio de Administración Interna a que, en algún mástil significativo, los delincuentes icen la bandera de Portugal al revés,  para dar a entender que ellos, los delincuentes, han tomado el poder en un país sin orden ni control?
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La implicación en lo referido a la seguridad municipal, debe ser un desafío compartido. Los ciudadanos deben denunciar los delitos que conozcan en sus barrios;  la Policía debe exigir más medios para llevar a cabo su labor; y los responsables municipales, que se presentarán a las elecciones municipales el próximo octubre, deben ser conscientes que: --los electores les tratarán con similar diligencia o desidia, como la que ellos hayan tratado a los vecinos-- ¡Quid pro quo!
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En su momento, el Instituto Hispano Luso, lideró la propuesta para que al colectivo “Bombeiros Voluntarios de Portugal” se le otorgase el Premio Princesa de Asturias de la Concordia-2018; ahora, el Instituto Hispano Luso, liderará la campaña para que la Policía de Portugal (Seguridad Pública), tenga la consideración y el respeto que se merecen y que, no están recibiendo por parte del, manifiestamente mejorable, Gobierno de Portugal.
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…He dicho!
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso
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** En 1969, en la Universidad de Stanford (EEUU), el Prof. Philip Zimpardo, realizó un experimento de psicología social. Dejó dos automóviles  abandonados en la calle, dos autos idénticos, la misma marca, modelo y hasta color. Uno lo dejó en el Bronx, por entonces una zona pobre y conflictiva de Nueva York y el otro en Palo Alto, una zona rica y tranquila de California. Dos autos idénticos abandonados, dos barrios con poblaciones muy diferentes y un equipo de especialistas en psicología social estudiando las conductas de la gente en cada sitio. Resultó que el auto abandonado en el Bronx comenzó a ser destrozado en pocas horas. Perdió las llantas, el motor, los espejos, la radio, etc. Todo lo aprovechable se lo llevaron, y lo que no lo destruyeron. En cambio el auto abandonado en Palo Alto se mantuvo intacto. Es común atribuir a la pobreza las causas del delito, tema en el que coinciden las posiciones ideológicas más conservadoras, (de derecha y de izquierda). Sin embargo, el experimento en cuestión no finalizó ahí.
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Cuando el auto abandonado en el Bronx ya estaba deshecho y el de Palo Alto llevaba una semana impecable, los investigadores rompieron un vidrio del automóvil de Palo Alto. El resultado fue que se desató el mismo proceso que en el Bronx, y el robo, la violencia y el vandalismo redujeron el vehículo al mismo estado que el del barrio pobre. ¿Por qué el vidrio roto en el auto abandonado en un vecindario supuestamente seguro es capaz de disparar todo un proceso delictivo? No se trata de pobreza. Evidentemente es algo que tiene que ver con la psicología humana y con las relaciones sociales. Un cristal roto en un auto abandonado transmite una idea de deterioro, de desinterés, de despreocupación que va rompiendo códigos de convivencia, como de ausencia de ley, de normas, de reglas, como que vale todo. Cada nuevo ataque que sufre el auto reafirma y multiplica esa idea, hasta que la escalada de actos cada vez peores se vuelve incontenible, desembocando en una violencia irracional. En experimentos posteriores desarrollaron la “teoría de las ventanas rotas”; tesis que desde un punto de vista criminológico concluye que el delito es mayor en las zonas donde el descuido, la suciedad, el desorden y el maltrato son mayores.
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Si se rompe un cristal de la ventana de un edificio y nadie lo repara, pronto estarán rotos todos los demás. Si una comunidad la  --“Gran Lisboa”--exhibe signos de deterioro y esto parece no importarle a nadie, entonces allí se generará el delito. Si se cometen 'pequeñas faltas' (estacionarse en lugar prohibido, exceder el límite de velocidad o pasarse una luz roja) y las mismas no son sancionadas, entonces comenzarán faltas mayores y luego delitos cada vez más graves. Si los parques y otros espacios públicos deteriorados son progresivamente abandonados por la mayoría de la gente (que deja de salir de sus casas por temor a las pandillas), esos mismos espacios abandonados por la gente son progresivamente ocupados por los delincuentes. ¿Por qué? porque la ventana rota envía un mensaje: aquí no hay nadie que cuide de esto; ya sea en Nueva York, en Lisboa, en Madrid, en Palo Alto, en Sintra o en Ciudad Real.

sábado, 12 de agosto de 2017

Evitar los efectos de la turismofobia es fácil, ¡vengan a Castilla o a La Mancha!

*Por Ángel Rico
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Le contaré a usted, respetado lector, lo mismo que he comentado a numerosos amigos y conocidos que se han preocupado por la “turismofobia” que se está fomentando en Cataluña, Baleares, Las Vascongadas y Valencia ciudad; --Viajar sin temor a los desagradables efectos de quienes se oponen al turismo es posible, ¡La solución es sencilla, viajen  a La Mancha o a Castilla!
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Inmersos en esta tragicómica situación, --en la España que ingresa más por turismo,  que Arabia Saudí por petróleo-- y donde varios territorios se oponen a la llegada de turistas de mente abierta,  no contaminados por sus demagogias nazionalistas, procede defender la industria turística nacional, publicitando otras alternativas interesantes donde, sin lugar a dudas, se encuentran Castilla y La Mancha, con unas particularidades históricas, paisajísticas, gastronómicas y culturales que las hacen dignas de ser visitadas por los turistas inteligentes, de todo el mundo.
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Puesto que el  “turismo” se caracteriza por el hecho de viajar por placer, existiendo algunas posibilidades para usted, potencial turista, en Castilla y en La Mancha; donde tendrá garantizada una excepcional relación “calidad – precio”; un trato amable, donde (a diferencia de las amenazas veladas de otros territorios) siempre recibirá una sonrisa en, por ejemplo:
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Toledo: -- Un día en Toledo siempre sabe a poco. La “ciudad de las tres culturas”  con su casco histórico, declarado Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO, es apasionante, entre otros motivos, porque conserva tal cual el trazado que tenía en la Edad Media. El recorrido por sus estrechas calles nos descubrirá un conjunto monumental increíble y muy vivo, tanto por dentro como por fuera. Usted conversará, cara a cara, con la Historia.
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La Catedral; Mezquita del Cristo de la Luz (siglo X, único edificio conservado en la actualidad anterior a la reconquista cristiana); Exteriores del Alcázar (podrá subir a la Biblioteca Regional, desde la que se observar una impresionante vista de Toledo); Museo del Ejército; Alcázar; Museo de Santa Cruz; Museo Sefardí (Sinagoga del Tránsito) Una de las visitas más necesarias para entender el Toledo Judío; Iglesia de Santo Tomé (aloja “El Entierro del Señor de Orgaz” obra maestra de El Greco);  Sinagoga de Santa María La Blanca; San Juan de los Reyes (con un impresionante claustro gótico, lugar inicial previsto de enterramiento para los Reyes Católicos); Santo Domingo el Antiguo (Convento del siglo XI); Museo de los Concilios y la Cultura Visigoda (en la Iglesia de San Román, inevitable para los interesados en el mundo Visigodo, del que Toledo fue capital); Iglesia de los Jesuitas (imponente iglesia que en la actualidad permite subir a sus torres y observar una magnífica vista del casco antiguo); Centro Cultural San Marcos (Centro de Interpretación de Toledo) Aloja exposiciones relacionadas -o no- con la ciudad; Museo Victorio Macho (situado en la Roca Tarpeya); Puertas de Bisagra, del Sol, Alfonso VI, Cambrón… Puertas de acceso a la ciudad. Tampoco hay que dejar de observar las impresionantes murallas que hicieron durante siglos a Toledo casi inexpugnable Puentes: de San Martín, de Alcántara, Museo de El Greco, etc. Y muy cerca de la ciudad el Parque Nacional de Cabañeros.
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Cuenca: -- Entre las hoces de los ríos Júcar y Huécar se asienta esta ciudad inscrita en la lista de Patrimonio de la Humanidad de la UNESCO por su riqueza monumental. Su casco histórico se despliega al borde de paredes rocosas, en plena serranía de Cuenca. La Catedral, las Casas Colgadas y calles empedradas atrapan al más avezado viajero. Un antiguo convento de dominicos alberga el Parador de Turismo de Cuenca, donde el huésped descansará y degustará las recetas más tradicionales de la región.
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Ciudad Real: -- Situada en el Campo de Calatrava, cuatro kilómetros de murallas y ciento treinta torreones protegían durante la Edad Media a una población integrada por cristianos, moriscos y judíos. Tras la unificación de los reinos peninsulares bajo los Reyes Católicos, fue en el siglo XVII cuando Ciudad Real se convierte en capital de la provincia de La Mancha.  El peculiar estilo gótico de esta urbe se nos muestra en un conjunto artístico planificado por Alfonso X el Sabio, el fundador de esta villa, y formado por tres iglesias. Entre ellas destaca la iglesia de Santiago, la más antigua de las que se conservan. Su origen es gótico, pero más tarde se enriqueció con una techumbre mudéjar y unas bóvedas barrocas. Merecen atención sus pinturas murales, una de las cuales representa a un dragón apocalíptico de siete cabezas.  Además de la Catedral de Santa María del Prado, la Iglesia de San Pedro deberán visitarse museos característicos como el de El Quijote, y La Casa de Hernán López del Pulgar. Porque “Las ciudades son libros que se leen con los pies” (Quintín Cabrera) Y, muy cerca de la ciudad el Parque Nacional “Tablas de Daimiel”
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Campo de Criptana (CR):-- La estampa más significativa son sus molinos de viento, conocidos en el mundo entero por ser los que inspiraron a Miguel de Cervantes para narrar la aventura más famosa de la literatura universal, la de Don Quijote contra los ‘Gigantes’. Entre el conjunto de molinos que puebla la Sierra de los Molinos, se encuentran los tres únicos molinos de la Península Ibérica que conservan la estructura y maquinaria original del siglo XVI (Infanto, Burleta y Sardinero), aptos para moler el cereal como se hacía siglos atrás, gracias al ingenio del hombre y a la fuerza del viento.
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Consuegra (TO): --  Se le llama el último pueblo de la mancha, por estar ubicada en la confluencia de la llanura manchega con los Montes de Toledo. Sus molinos de viento, perfectamente conservados, junto al resto de su patrimonio monumental, como plazas, iglesias y ermitas, que incluye obligatoriamente la subida a su Cerro Calderico, perfectamente identificable desde lejos, coronado por su castillo de origen medieval.
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Almagro (CR): -- bien conocida por su Corral de Comedias (Monumento Nacional) y su Festival Internacional de Teatro Clásico. Además de otras interesantes construcciones, merecen una visita su Museo Nacional del Teatro y su Parador de Turismo. Este antiguo convento del siglo XVI nos acercará un poco más a la historia y el arte manchegos, además de a su gastronomía. Se trata de un lugar excepcional para hacer los honores a una cocina de origen rural y pastoril.
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Calatrava la Nueva, Sacro Convento y Castillo (CR): --  Se encuentra próximo a Almagro, en el término municipal de Aldea del Rey un conjunto monumental en el que se encuentran edificios de distintas épocas, que van desde un momento anterior al siglo XIII, hasta el siglo XVIII.  Se conservan en perfectas condiciones un buen número de edificios, siendo el más conocido la Iglesia del siglo XIII. Está habitado ininterrumpídamente desde 1217, siendo la sede de la Orden de Calatrava hasta 1804, momento en que lo abandonan definitivamente.  El castillo situado en la zona más alta,  posee tres murallas aunque solo la segunda cierra y aísla completamente su perímetro y conserva varias dependencias, torres, patios y escaleras, así como un aljibe.  Al norte se encuentra la iglesia del siglo XIII de tres naves en la que la central es de mayores dimensiones. Tiene dos puertas: la Puerta de la Estrella con una portada y un gran rosetón, y otra lateral que comunica con el claustro.
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Almadén (CR):-- Es posible visitar el interior de una de las minas más antiguas del mundo en un fascinante recorrido por las entrañas de la tierra, conocer los métodos de explotación del mineral, su transformación en los hornos, los usos del mercurio, sus propiedades y su transporte hacia América. Las galerías del s. XVI y XVII, el impresionante Baritel de San Andrés, pozos y hornos como el de Bustamante, las huellas del oleaje marino y todos los edificios e instalaciones del Parque Minero son el corazón de los bienes españoles inscritos en la lista de Patrimonio Mundial de la Unesco con el nombre de Patrimonio del Mercurio. Almadén e Idrija.
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Villanueva de los Infantes (CR):-- Cuenta con un destacado patrimonio arquitectónico, del que llama la atención la profusión de edificios religiosos y las casonas y palacios de los siglos XVI y XVII. El edificio religioso más representativo es la iglesia parroquial de San Andrés, del siglo XVI, en cuyo interior pueden contemplarse interesantes capillas, como la de los Bustos, donde fue enterrado Quevedo, la de los Caballeros de Santiago, la del Santísimo y la cripta dedicada a Santo Tomás. También dignos de visita son el hospital del Remedio, del siglo XVII; la alhóndiga del siglo XVI, que fue casa de contratación y posteriormente cárcel; la Casa del Arco, del siglo XVII; la Casa de los Estudios o Colegio Menor, del XVI; la casa solar de Santo Tomás de Villanueva y el oratorio, y el pórtico de la Casa de la Inquisición. Destacan asimismo la iglesia del convento de Santo Domingo, la de las Dominicas de la Encarnación y la iglesia-convento de las Monjas Franciscanas. Entre las casonas y palacios, cabe citar el cuartel de los Caballeros de Santiago, la casa del marqués de Melgarejo, del siglo XVII, que guarda pinturas como las de Carreño y Juan de Juanes; y el palacio de los Bustos, del siglo XVI. Y muy cerca de la ciudad, el Parque Natural de Las Lagunas de Ruidera.
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Viso del Marqués (CR): -- Aquí, usted se encontrará con el “Palacio del Viso”. Lo anecdótico de tal palacio, que data del año 1562, es su ubicación geográfica ya que se utiliza como Museo Naval y se encuentra en plena Mancha. Don Álvaro de BazánMarqués de Santa Cruz, fue uno de los más grandes marinos de la Armada Española, el cual no perdió ninguna de las 13 batallas que disputó. Por sus meritos militares el rey Felipe II le concedió el título de Marqués y tomó el nombre de Marqués de Santa Cruz. Don Álvaro de Bazán encontró ahí un punto estratégico equidistante de los puertos apostaderos de sus flotas de galeras, El Puerto de Santa María (Cádiz), Cartagena (Murcia) y de Lisboa (Portugal). Pero sean los que sean los motivos por los que Don Álvaro de Bazán hizo construir ahí su palacio, lo que es bien cierto es que:
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“El Marqués de Santa Cruz / hizo un palacio en el Viso / porque pudo y porque quiso”
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Atienza (GU):-- Esta villa medieval conserva la estructura urbanística y el sabor arquitectónico de los tiempos en que constituyó un estratégico lugar fronterizo entre las posesiones cristianas y musulmanas. Su casco histórico está declarado Bien de Interés Cultural. El detalle más evidente de su vocación militar y fronteriza son las murallas que la bordean (siglos XI-XIII) y las ruinas del castillo (siglo XII), con su torre del homenaje, otros torreones y puertas. En arquitectura religiosa, ha conservado en parte varios templos románicos: los de la Santísima Trinidad (1200, siglos XV-XVIII), San Bartolomé (mediados siglo XII-siglo XVI), San Gil (siglos XIII-XVI) y de Nuestra Señora del Val (siglos XII-XVI). Otros edificios religiosos son la iglesia arciprestal de San Juan (gótico-renacentista, siglos XV-XVI), la de Santa María del Rey (siglo XVI) y el convento de San Francisco (gótico, finales siglo XIV). En arquitectura civil, destaca la Casa del Cordón (gótica, siglo XV) y el hospital o convento de Santa Ana (siglo XVIII), además de las numerosas casonas blasonadas del siglo XVI.
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Sigüenza (GU): -- Hermosa ciudad del norte de la provincia de Guadalajara cuyo patrimonio arquitectónico fue declarado Conjunto Histórico-Artístico en 1965. El castillo, la catedral y la plaza Mayor son los tres puntos de obligada visita de la ciudad, si bien las calles de Sigüenza están repletas de edificios civiles y religiosos de gran belleza. El castillo es actualmente Parador de Turismo. Fue construido tras la invasión árabe en el siglo VIII, época en la que se construyó la alcazaba. Se conservan importantes restos de las murallas, cuyas puertas y torres arrancan del castillo. La catedral, iniciada en 1130, es románica, aunque se desarrolló después siguiendo los cánones del gótico. Su aspecto exterior es el de una fortaleza medieval con torres y pórtico románicos y un impresionante rosetón. Alberga en su interior el sepulcro de Martín Vázquez de Arce, conocido como El Doncel de Sigüenza. Destacan también la sacristía de las Cabezas, obra de Covarrubias, y su claustro, el coro con sillería gótica y una importantísima colección de arte entre la que se encuentra una Anunciación de El Greco. En la plaza Mayor o del mercado, de estilo renacentista y urbanizada en 1484-1494, destacan las casas de los canónigos, con balconadas y galerías, el Ayuntamiento y la Puerta del Toril. Otros puntos de interés son la iglesia románica de San Vicente, la parroquia de Santiago, el Seminario, la Casa del Doncel, la posada del Sol, la iglesia de las Ursulinas, el colegio de la Sagrada Familia, la casa del Arcediano, el Humilladero de la Vera Cruz y el colegio de Infantes.
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Y además naturaleza, en los parques nacionales de Cabañeros y Tablas de Daimiel, además del parque natural Lagunas de Ruidera, Chorros del Río Mundo, Río Cuervo, entre otros muchos.
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Cabañeros (CR-TO):-- Cabañeros es mucho más que un parque nacional: es un lugar único en el mundo. Porque aquí sobrevive intacto el gran bosque mediterráneo de Europa, donde el visitante aún puede verse rodeado de la fauna ibérica más amenazada, y ver fósiles de más de 500 millones de años de antigüedad. Su excepcional conservación permite al visitante disfrutar de la gran reserva natural ibérica. En su paisaje de "rañas" -llanuras- y bosque abierto viven grandes mamíferos como la cabra montés, el águila imperial ibérica y el buitre negro, además de el ciervo ibérico.  Sus más de mil especies vegetales, sus fósiles del Ordovídico, y las cabañas de carboneros que dan nombre al parque son sólo una pequeña parte de su atractivo.
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Tablas de Daimiel (CR):-- Son un humedal prácticamente único en Europa y último representante del ecosistema denominado tablas fluviales, antaño característico de la llanura central de nuestra Península. Es un ecosistema complejo que mezcla las características de una llanura de inundación, producida por los desbordamientos de los ríos Guadiana y Gigüela en su confluencia, con la de un área de descarga de aguas subterráneas procedentes de un acuífero de gran tamaño. Estos desbordamientos, favorecidos por la escasez de pendiente en el terreno, llevan emparejados el desarrollo de una potente y característica cubierta vegetal que constituye un excepcional hábitat para toda la fauna ligada al medio acuático y constituyendo uno de los ecosistemas más valiosos de la Mancha, asegurando así, la supervivencia de la avifauna que utiliza estas zonas como área de invernada, mancada y nidificación, creando una Zona Integral de aves acuáticas.
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Las aves acuáticas que habitan la zona, muchas en grandes bandos, nos ayudan a entender el paraje como hábitat excepcional para la avifauna. Algunas de estas especies, como el pato cuchara, la cerceta común o la garza real, entre otras, utilizan esta zona para invernar, huyendo de los rigores del centro y norte de Europa; otras, por el contrario, lo utilizan como lugar de nidificación y cría, como es el caso del pato colorado, el porrón europeo, la mayoría de ardeidas ibéricas (garza imperial, garceta común, garcilla bueyera y cangrejera, martinete, avetoro y avetorillo), el somormujo lavanco, el zampullín y el fumarel. Algunas lo usan como estación de descanso y alimentación en sus largos viajes migratorios, como los combatientes, el fumarel común y otras aves limícolas. Existen también especies sedentarias como el ánade azulón o el aguilucho lagunero, que pueden verse durante todo el año, siempre que las condiciones ambientales sean las adecuadas. Los anfibios que mejor caracterizan el espacio protegido son la rana común, la ranita de San Antonio, el gallipato y el sapillo moteado. Además de las 250 especies de aves que pueblan el humedal, destacan especies autóctonas de peces como el cacho, el calandino y la colmilleja. Entre los reptiles destacan los galápagos europeo y leproso, las culebras de agua y, en las zonas terrestres, la culebra bastarda, que cuenta con ejemplares que sobrepasan los dos metros de longitud. Los mamíferos más representativos son la nutria, como especie mejor adaptada al medio acuático, el zorro, el jabalí, el conejo y el tejón.
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Lagunas de Ruidera:-- El Parque Natural constituye, junto con Plividje en Croacia, la mejor representación de lagos formados por la acumulación de carbonato cálcico (toba). Las aguas caídas sobre el campo de Montiel se infiltran en el acuífero 24 que tiene su rebosadero natural en esta zona, dando lugar al nacimiento del Guadiana Alto o Río Pinilla. Estas aguas, extraordinariamente ricas en carbonatos, a lo largo de miles de años de precipitación, han formado impresionantes barreras (presas naturales) que dan lugar a espectaculares cascadas entre una laguna y otra. Este espacio natural protegido se localiza entre las provincias de Albacete y Ciudad Real y está constituido por las siguientes lagunas: Laguna Blanca, Laguna Conceja, Laguna Tomilla, Laguna Tinaja, Laguna de San Pedro, Laguna Redondilla, Laguna Lengua, Laguna Salvadora, Laguna Santos Morcillo, Laguna Batana, Laguna Colgada, Laguna del Rey, Laguna Cueva Morenilla, Laguna Coladilla y Laguna Cenagosa.  Tan bien son visitables,  la literaria Cueva de Montesinos, el Castillo de Peñarroya y el Castillo de Rochafrida. 
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Más de 250 especies de vertebrados habitan en el Parque. De ellas, los mamíferos, por sus hábitos escondidizos y crepusculares, son los más difíciles de observar. Sin embargo, las aves, sobre todo las acuáticas, rápidamente llaman la atención. La mayoría se es-conde entre la vegetación palustre que rodea la lámina de agua, como el rascón, la gallineta o el carricero tordal, cuyo inconfundible canto anima el carrizal. Entre las especies más emblemáticas destacan el aguilucho lagunero y el porrón moñudo, cuyas poblaciones reproductoras e invernantes aportan gran número de efectivos al total de la Mancha Húmeda. La focha común, el ánade real, el pato colorado, zampullín común o el somormujo lavanco también pueden ser observados en las lagunas.
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Chorros del Río Mundo (AB): -- El río Mundo, nace como el principal afluente del río Segura, entre las localidades de Vianos y Riópar (Albacete). En la comarca de la Sierra de Alcaraz, Riópar es un centro de atracción turística por varios motivos, entre los que se encuentra la subida al nacimiento del río Mundo, en el Parque Natural de los Calares del Río Mundo y de la Sima. Siendo posible contemplar  la impresionante catarata, conocida como "los chorros del río Mundo" y ver la boca de su profunda cueva, de la que se conocen más de 32 kilómetros. En primavera, se produce espontáneamente una explosión extraordinaria de aparición de agua, en un fenómeno kárstico curioso, conocido popularmente como el "reventón".
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Río Cuervo: -- Aunque la zona más visitada y conocida del Monumento Natural sea el nacimiento del río Cuervo y sus bellísimos saltos de agua, existen otras zonas destacables y con elementos de gran relevancia y belleza, como el Rincón del Cuervo. Asimismo, la elevada altitud y abundancia en precipitaciones de la zona permiten la presencia de especies de fauna y flora inexistentes en otros lugares de Castilla-La Mancha. Pudiendo avistarse una importante comunidad de aves, tanto ligadas al ecosistema forestal (gavilán, azor, águila culebrera, etc) como a los márgenes del río (lavandera cascadeña, mirlo acuático, etc.); también numerosos mamíferos como la ardilla roja, musgaño de cabrera y gato montés, entre otros. Se ha reconocido un apreciable valor de conservación de la fauna troglodita (murciélagos) y de mariposas, pudiendo encontrar varias especies protegidas: Graellsia isabellae, Parnasius apollo, Erebia zapateri… Por otro lado, las aguas del río constituyen un reservorio de fauna ligada a sus aguas como la trucha, libélulas, moluscos, etc.
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Ante este potencial turístico de Castilla y La Mancha, procede recordar a Miguel de Cervantes: --“El que lee mucho y anda mucho, ve mucho y sabe mucho”--. Lo lógico sería que los responsables políticos del Turismo, de los lugares mencionados y de otros muchos, estuviesen aprovechando la oportunidad que presenta, la antipatía de otros territorios con la turismofobia,  así como de “los impuestos turísticos”, y saliesen a publicitar (mucho mejor que un servidor) los lugares turísticos para visitar, en Castilla y en La Mancha, pero eso es lo que tiene ser político que están todo el tiempo mirándose al espejo y preguntándose: ¿Espejito espejito, quien turistea mejor que yo? Mientras dejan pasar las oportunidades de captar turismo de calidad para sus respectivos territorios.
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--Si usted es español, en Castilla y en La Mancha, será bien recibido.
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--Se és português, em Castela e La Mancha serás bem recebido.
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--If you are English, in Castile and La Mancha you will be welcome.
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--Wenn Sie Deutsche sind, in Castilla und La Mancha werden Sie gut aufgenommen.
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--Se sei italiano, nella regione di Castilla e La Mancha sarete ben accolti.
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--Si vous êtes français, en place Castilla et La Manche, vous serez bien reçu.
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Usted tiene la posibilidad de visitar estos lugares, todos los días del año, y todos los años de su vida, porque a diferencia de en El Quijote, “En un lugar de La Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme”, los lugares que usted visite serán lugares que sí querrá recordar siempre. Además aprenderá que­: --“por mucho madrugar no amanece más temprano”, --“a grandes males, grandes remedios”, --“a mal tiempo buena cara”, --“agosto y septiembre no duran siempre”, --“al buen vino, buen tocino”, --“de noche todos los gatos son pardos”, --“no es la miel para la boca del asno”, --“quien a buen árbol se arrima, buena sombra le cobija”, --“con pan y vino se anda el Camino”, --“No estés donde no te quieren, no vayas donde no te invitan, no esperes nada de los turismofóbicos, así todo será ganancia”, --“los turistas, como los amigos, son un tesoro que hay que valorar”; entre otras sabidurías populares.

“Cuando emprenda su viaje a Ítaca, a Castilla o a La Mancha pida que el camino sea largo, lleno de aventuras, lleno de experiencias.” ¡Porque así será! Ante los desagradables efectos de la turismofobia,  ¡la solución es sencilla,  viaje a La Mancha o a Castilla!
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…He dicho!
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso